Prática / 3 min de leitura

Uma semana sem treinar apaga os teus progressos?

O que dizem os estudos sobre pausas no treino, força e tamanho muscular. Como preparar o regresso sem tratar as sessões falhadas como uma dívida.

Uma semana sem treinar não põe tudo a zero

O trabalho acumula-se, uma viagem altera a rotina e passa uma semana sem treinares. A força que tinhas ganho desapareceu? A investigação disponível não justifica tratar uma pausa curta como um regresso à estaca zero. Também não promete que todas as medidas de desempenho fiquem exatamente iguais. [1]

Perder todos os progressos, melhorar um pouco menos ao longo de um programa e sentires-te diferente na primeira sessão de regresso são três coisas distintas. Uma lacuna no calendário, por si só, não permite saber qual descreve a tua situação.

O que mediu o estudo de uma semana de pausa

Coleman e colegas distribuíram 39 adultos já treinados por um programa de força de nove semanas, com ou sem uma semana de pausa a meio. O crescimento muscular final dos membros inferiores foi semelhante; os ganhos de força favoreceram o treino contínuo. [1]

O resultado diz respeito à mudança ao longo de todo o programa, não a uma medição logo após a pausa. O estudo usou uma rotina exigente de ginásio e uma interrupção programada. Não nos diz exatamente o que acontece depois das tuas férias, durante uma doença ou num programa curto com o peso do corpo em casa. Também não demonstra que toda a gente precise de uma semana de pausa definida à partida.

Uma pausa maior levanta outra pergunta

Outro ensaio distribuiu aleatoriamente 55 adultos que antes não treinavam; 42 concluíram o estudo. Um grupo dividiu 20 semanas de treino com uma pausa de dez; o outro treinou durante 20 semanas seguidas. A força e o tamanho muscular diminuíram durante a pausa, mas recuperaram com o regresso ao treino, com melhorias finais semelhantes. [2]

Os dois grupos completaram o mesmo número de semanas de treino. O programa interrompido demorou mais tempo entre a primeira e a última sessão. Isto mostra que voltar pode dar resultados, não que uma pausa longa não tenha consequências ou que vás recuperar um resultado específico até determinada data.

Prepara o regresso, não o pagamento de uma dívida

A nossa sugestão prática é escreveres uma nota breve: porque paraste, quando cabe realmente uma sessão e que exercício conhecido ou plano anterior queres rever. Uma viagem de trabalho e uma lesão pedem decisões diferentes. Se paraste por doença ou lesão, os estudos citados não estabelecem quando é adequado voltares a treinar.

Para uma interrupção normal de agenda, uma nota poderia ser: «Na quinta-feira volto a ter tempo. Rever a sessão habitual e registar como corre». É um exemplo de organização, não um protocolo de regresso ao treino validado. Evita acrescentar todas as sessões falhadas ao calendário como se fossem contas em atraso. Se segues um plano com um treinador, conversem sobre os ajustes necessários.

Guarda o diário anterior e assinala a pausa. Nas próximas sessões, podes registar a variante do exercício, as repetições, os descansos e o esforço sem transformar a primeira num julgamento de todo o trabalho passado. O próximo passo útil é encontrar um momento realista para retomar, não um prazo para provar que não perdeste nada.

FONTES E LEITURAS COMPLEMENTARES

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A TUA VEZ

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