Prática / 2 min de leitura

Dois ou três treinos de força por semana?

Um terceiro dia não é automaticamente melhor. Conta quantas vezes treinas cada grupo muscular, quanto trabalho fazes na semana e que ritmo consegues manter.

Começa pelo que fazes nesses dias

Consegues arranjar tempo regularmente para dois treinos de força. Deves encaixar um terceiro? Pode fazer sentido, mas mais um compromisso no calendário diz pouco. Primeiro, pergunta-te se irias distribuir o mesmo trabalho ou acrescentar mais.

As recomendações do ACSM de 2026 dão destaque ao treino de todos os principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana. [1] É uma referência útil para adultos saudáveis, não significa que qualquer plano de dois dias seja completo. Duas sessões só de flexões não abrangem o corpo todo.

Dias de treino e frequência por músculo são coisas diferentes

Uma sessão de corpo inteiro trabalha vários grandes grupos musculares no mesmo treino. Um plano dividido distribui-os por sessões diferentes. Quatro dias de treino podem, por isso, significar duas sessões por grupo muscular; três dias de corpo inteiro podem significar três. Conta o que cada grupo faz, não apenas os compromissos.

Um estudo de dez semanas ilustra a diferença. Homens com experiência de treino fizeram quatro sessões divididas, trabalhando cada grupo muscular duas vezes por semana, ou três sessões de corpo inteiro, trabalhando cada grupo três vezes. O volume semanal era equivalente. Ambos os grupos melhoraram a força no agachamento e no supino, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. [2]

Concluíram o estudo 28 homens. Treinavam com pesos e supervisão, não com o peso do corpo em casa. O estudo não prova que todos os horários sejam equivalentes nem define o melhor plano para principiantes. Um pormenor importante: não comparava duas sessões semanais no total com três.

Distribuir o trabalho é diferente de acrescentar trabalho

Um exemplo inventado: seis séries semanais de um exercício podem distribuir-se por três séries em dois dias ou duas séries em três dias. Ambas as opções somam seis. Manter três séries e acrescentar um terceiro dia dá nove. São alterações diferentes, embora ambas impliquem treinar mais vezes.

É uma conta, não uma dose recomendada nem uma promessa de resultados iguais. A dificuldade do exercício, as repetições, o esforço e a recuperação continuam a contar. No treino com o peso do corpo, regista também a variante: seis séries de variantes diferentes de flexões não são automaticamente comparáveis.

Escolhe um ritmo que possas avaliar

A nossa sugestão prática: parte de um programa adequado e dos dias que consegues mesmo reservar. Se duas sessões se tornarem demasiado longas, procura orientação para redistribuir o trabalho. Se falhas constantemente o terceiro dia, revê o plano em vez de encarar cada semana como uma prova falhada de força de vontade.

Antes de mudares o horário, escreve o motivo: sessões mais curtas, mais trabalho semanal ou menos treinos falhados. Depois regista as sessões realizadas, exercícios, séries, repetições e esforço. Compara sessões semelhantes ao longo de várias semanas. Acrescentar um dia é útil quando resolve um problema concreto; não tem de provar o teu empenho.

FONTES E LEITURAS COMPLEMENTARES

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